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Alegria, sempre.

Nas aulas de geometria, meu professor se afastava da lousa e sempre nos dizia, com aquele tom infantil que tinha em sua voz, infantil e humilde, além de inteligente, que o afastar ajuda a enxergar o desenho de uma forma melhor, a enxergar a dimensão e as possíveis conclusões que se poderia tirar daquela figura. Assim como um afastar de um planeta, com ela também é assim, de perto já se percebe que se trata de algo diferente, misterioso e melhor, mas afastado se nota a perfeição.

  Seu sorriso é lindo de perto, mas de longe se percebe o brilho, como uma estrela. Sua voz é a calmaria, ou mesmo o riso, a  distância da sua voz é o desespero, é como se o divino de repente não existisse, um religioso sem a sua proteção. Seu toque traz felicidade, mais calmaria e calor, a falta dele mostra a infeliz realidade, o fim da vista mostra o contorno alto e lindo, radiação suficiente para abrir meu dia. Vê-la de longe e poder tê-la por perto, meu anjo radiante que sempre me mostrará o caminho, todos os dias.